Mal começara o mês de Novembro de dois mil e sete e acabava de conhecer uma rapariga, Catarina Lança Gil Pombo. Rapariga gira, com um sorrisão do tamanho do mundo, mania que era mitra e pequenina.
Desde logo nos demos muito bem, brincávamos e riamos juntos, e lembro-me perfeitamente do dia em que te descalcei o teu ténis da nike e o pus no lixo. Atrofiava tanto com tu ser uma mitra, ahah. As coisas foram andando, o reggae começou a entrar na minha vida á tua pala e os gostos começaram a ficar parecidos, as influências começaram a mostrasse. Ficava até ás 18h no portão da escola contigo e ouvir reggae, á espera da tua mãe.
Andavas enrolada com o Fábio, meu amigo e antigo colega de turma, mas isso não foi impedimento de começar-te a ver de uma forma diferente, especial diria. Comecei a dar-te a entender o que sentia, mas não fui lá muito bem aceite da tua parte. Dia após dia lá estava eu, atrás de ti.
Já em 2008, houve um dia que veio mudar o rumo das coisas, o dia em que foste comigo ao cinema comigo ver o “Cloverfield: Nome de Código”, a meio do filme viras-te “Só pessoas mortas, que nojo!” e eu “Catarina aquilo são os manequins da loja que estão no chão - -‘ “ ahah, mas isso é um caso á parte. Nessa mesma sala, naqueles dois bancos aconteceu o que eu tanto esperava, beijámo-nos. Curtimos nessa noite e eu caí na ilusão de pensar que ia ser tudo perfeito a partir daí.
O sol raiva de novo e já tinha uma sms no meu telemóvel, “nova mensagem: Catarina Pombo” feliz da vida abro a sms, qual não é o meu espanto. Tudo se caiu á minha volta naquele preciso momento, já nada fazia sentido. Não querias nada comigo depois do que tinha acontecido, foi a pior coisa que me podias ter feito. Caguei, continuei atrás de ti o que sentia sempre falou mais alto.
Sempre a levar para trás, até que abri os olhos e vi que tudo aquilo não valia a pena e que só me estava a magoar a mim próprio, a tua escolha era outra. Desde ai tudo foi mais fácil, uma boa amizade foi construída.
Entretanto estava a curtir com a Madalena Costa e houve uma aproximação de novo quando o ano lectivo começou e passamos uma tarde lá em baixo perto do rio, deitados na pedras frias da calçada, a ouvir música. No fim quando caminhava-mos para ir embora eu acabei com a Madalena pensando que seria naquela altura que iria voltar, mas desta vez a sério.
Mais uma pequena desilusão, mas desta vez tu nem notas-te que o sentia e secalhar estás a descobrir ao ler este texto.
Desde ai a nossa amizade foi-se tornando cada vez maior e a proximidade era cada vez maior, até que chegou o dia em que a frase “melhor amigo” foi dita. Hoje posso dizer que foi dos melhores, senão o melhor dia da minha vida até hoje.
Nunca foi perfeita a nossa amizade, e agradeço por isso. Não eras nada sem aqueles amoanços e sem aqueles ‘deixa-me!’.
Já me habituei a ter-te ali sempre ao meu lado, mesmo quando é para dizeres mal das minhas escolhas, porque também é preciso que assim o faças e mesmo que não aceitei sabes que ouvi e que acabo por dar-te razão quase sempre.
Eu sei que sou chato e que te dou sermões tipo pai que entram a 100 e saem 2000, mas só os dou porque quero o teu bem e tu sabes bem que sim mesmo que o tentes negar. E sabes que vais sempre puder contar comigo para tudo.
Nos bons e nos maus momentos vou sempre amar-te e disso NUNCA duvides, é a minha melhor amiga e sempre o serás. Não vai ser por eu mudar de escola que alguma coisa mudar. E este texto não é um pedido de desculpas por nada que tenha feito nos ultimos tempos, porque o que fiz é para teu bem e voltava a fazê-lo da mesma forma.
Dizes que nunca me viste chorar, perdes-te uma oportunidade =$
AMO-TE MELHOR AMIGA ! @
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